Elvira´s Gallery


Voltei para o antigo blog, era mais alegre e mais bonito do que este.

Mais um viva às novidades: www.elvirakitsch.blogger.com.br

 



Escrito por Paula Elvira às 12h21
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A bola amarela transparente

A bola era transparente, era amarela.

Com pequenas bolinhas amarelas pintadas.

 Pensei em pintar uma tela 

sobre a bola de bolinhas amarelas.

Geometria perfeita,

a transparência que traz a percepção visual.

Aquela mesma, a que muda de cor,

se eu mudar a bola de lugar.

Os objetos que a bola pode nos fazer perceber,

Os objetos que estão atrás

e que parecem estar dentro da bola.

Posso carregá-la para onde quiser 

 e trazer um mundo inteiro de volta.

Porque cada objeto e paisagem que fica atrás,

quando penetra na bola 

passa a fazer parte dela,

da bola amarela

e da sua história.



Escrito por Paula Elvira às 02h46
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Ser humano. Que função desempenha no Ecossistema?

...

...

...

... bem que o ser humano poderia ser extinto.



Escrito por Paula Elvira às 15h42
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Bêbados, alcólicos, cachaceiros, ordinários, manguaceiros...e aprendizes.

Aguardava meu ônibus tranquilamente quando um homem com poucos dentes na boca (os poucos, pelo o que pude perceber, estavam podres), uma camisa abotoada da forma mais assimétrica que já vi e lágrimas escorrendo pelo rosto surgiu do meu lado dizendo palavras que vezes ou outra eu entendia. Enquanto ele cuspia no meu rosto e eu me afastava, ele disse algo interessante: "A máfia que eu conheço é muito burra. Eles não conhecem a inteligência e substimam os inteligentes". Senti sua auto-desinfecção quando pronunciou estas palavras. Confirmada a famosa teoria de que só se pode falar bem ou mal ou fazer críticas a "qualqueres cousas" quando se faz parte delas. Gostei da afirmação dele. Fez-me pensar em muitas outras cousas, uma rede neurológica se formou e unificaram-se os assuntos. Assim como uma suposta "quadrilha de merda" não conhece a inteligência, o que significa inteligência para aquele senhor embriagado não é o mesmo para mim. 

Foi difícil não sentir nojo ao reconhecer um humano em estado deplorável - aos nossos olhos, nossos olhos cegos. Senti um pouco de nojo sim. E confesso que hoje de manhã senti mais nojo ainda, quando um outro embriagado catarrava dentro de um saco plástico, bem na minha frente. Ele catarrava e pronunciava algumas palavras, algumas delas faziam referência à sua provável vida odiosa. Ele pedia: "bacalhau! é natal!"

Talvez estas pessoas estejam completamente conscientes de si mesmas e de suas realidades e verdades, e por isso bebem tanto. A suposta verdade mentirosa em que vivem os tomou tanto que se tornaram incapazes de viver nela.



Escrito por Paula Elvira às 11h27
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Rodopião

Imaginei 3 piões gigantes dançando livremente à 3ª Sinfonia de Beethoven. Isto porque ouvia a belíssima 3ª Sinfonia, enquanto girava um pião que ganhei de presente. Imaginei piões gigantes e coloridos, e a cada rodopio nossos olhos seriam contemplados com as figuras engraçadas que o movimento traria através das cores. Imagine se, a cada giro, os piões pudessem formar figuras diferentes, contando uma história bonita. Isto ao som de Beethoven. Eu gostaria de ver.

 



Escrito por Paula Elvira às 11h41
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Banheiro Maspiminiano

O vaso era branco

de um branco envelhecido

que me incomodava

A cor da água que nele jazia

era tórrida, transparente, pálida!

Pus-me então à difícil tarefa de tingir esta água

e por quê não de amarelo?

Pois bem. Minha cor predileta.

Dois minutos e meio de amarelo-claro, eu vi!

Eu vi quando a tonalidade do meu amarelo

se misturou com a transparência da água

E lembrei-me de que a vida

é feita de ciclos que se renovam

então apertei o botão da descarga

E onde eu mesma, que fiz arte,

fui exteriorizar um tanto assim de mim

certamente outras do mesmo sexo que eu

vieram atrás

Vontade que tive

foi de colocar ali

uma placa com os seguintes dizeres:

"Xixi da Paula, aqui jaz".



Escrito por Paula Elvira às 09h57
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Rene Magritte - La Clairvoyance

Os Filhos dos Olhos

Ontem li a uma reportagem no site do deselogioso amigo David Rock. Reportagem esta que contou explicitamente o que se passou durante uma noite ao lado de uma patricinha milionária, no auge dos seus 19 anos e das ridículas baladas.

Piegas, ela fez uso de todos os tipos de drogas, gastou dinheiro aos montes e deixou bem claro o quanto é racista, preconceituosa e indiferente aos problemas alheios, afinal, não precisa se preocupar com nada, "seus pais tem muito dinheiro" - alegou. Na mesma noite fez sexo com 2 ou 3 rapazes e foi parar no hospital, tomando glicose na veia.

O que mais me aborreceu foi a suposta fuga da realidade ao qual ela se sujeitou. Pensei melhor e não sei se quem foge da realidade é ela ou nós, "simples mortais". Fica cada vez mais nítido enxergar o quanto somos escravizados pelo poder do dinheiro, talvez sejamos apenas frutos de mais um super programa de computador, talvez estejamos vivenciando Matrix na sua forma mais pura e sem sentido.

Coloquei o quadro do Magritte junto a este texto porque acredito que o surrealismo seja a verdadeira realidade, enquanto que este mundo, este que está ao alcance dos nossos olhos não. Fora o surrealismo, existe a "maneira de enxergar" o que vemos. Como enxergamos, como vemos, como assimilamos as imagens e as transformamos. Um simples mortal olharia para este ovo e pintaria um ovo. Nós não. Muitas vezes olhamos para uma bela casa concluída e nos esquecemos de que nem sempre a estrutura é bela, por atrás da bela aparência estão o concreto, os tijolos, a tinta respingada.



Escrito por Paula Elvira às 09h51
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Salvador Dalí - The Persistence Of Memory

Insônia

Os lençóis e pernas entrelaçados

A janela aberta deixa entrar um vento frio

e o barulho dos carros

Você olha para o teto

E para as sombras estranhas

que a iluminação da rua provoca nele

E passa horas tentando adivinhar

quais animais ou monstros seriam aqueles

Você dorme um pouco

E logo acorda cansado e sem sono

Você acende o abajour

e abre aquele livro há tempos pausado na metade

mas não consegue se concentrar

Você não liga a tv

Nem o som

Nem se levanta para ir até a cozinha

para assaltar a geladeira

Você não faz nada

Fica deitado, enquanto congela na cama

mas não fecha a janela

E tenta fechar os olhos

mas não consegue

Você vira o seu corpo

e abraça um ou dois travesseiros

mas o esforço é inútil

tudo é desconfortável

então você percebe

que existe algum pensamento

um pensamento insistente

que te incomoda neste instante

E finalmente consegue dormir

E acordar com o barulho insurdecedor

do despertador

passados vinte minutos.

 

 



Escrito por Paula Elvira às 12h44
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Roman Polansky

Coisa Chique, Miss Glamour

No Cinesesc houve ontem o fechamento de uma mostra com filmes do querido Polansky. O último filme a ser exibido foi "A Faca Na Água" --- muito bom, a meu ver. Tudo chama a atenção neste filme, tudo. Os atores (atores de verdade), a fotografia, a inteligência metafórica dos diálogos, a trilha sonora inconfundível - Jazz!

Glamouroso porque estavam presentes nesta sessão ninguém menos que os embaixadores da França e Polônia, e apareceu por lá, só para dizer olá, meu amigo de infância, Sr. Polansky.

Programa bacana. E só contei para despertar a inveja que existe dentro de você.

 

 



Escrito por Paula Elvira às 09h48
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Djanira - Anjo Com Bandolim

Belíssima Exposição - Grátis

No espaço da Caixa Econômica Federal, na Av. Paulista, está em cartaz uma belíssima exposição, com obras da Tarsila, Portinari, Djanira, Clóvis Graciano e Gastão M. Henrique.  É mais uma das muitas comemorações dos 450 anos da cidade de São Paulo.  Confesso que dentre eles, só conhecia mesmo Portinari e Tarsila. Fiquei maravilhada com os quadros desses outros dois pintores. O primeiro, mui abrasileirado, pintava significativamente a ambiguidade, a leveza e o peso, as cores frias para indicar o peso e as quentes, a leveza. Para mim, numa viagem individualista, as telas indicavam a tristeza e a alegria. O segundo fez brincadeiras com madeira - vão ver.

De quebra, levem os 10 postais que lhes serão dados de graça, todos com fotos dos quadros expostos.

Avô Hai.

 



Escrito por Paula Elvira às 14h32
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Alfred Gockel

 

Três Formas de Amar

Só acontece nos filmes. E comigo.

Um desejo meu.

Um desejo dele.

Um desejo dela, que não faz parte do meu.

 



Escrito por Paula Elvira às 10h44
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O Capitalismo - Além de Brega é Primitivo

Segundo o Mini-Dicionário Aurélio Sec. XXI, 4ªedição, 5ª impressão, nº 27499, a palavra Capitalismo adquire o seguinte significado:

 "Sistema econômico e social baseado na propriedade privada e nos meios de produção, na organização da produção visando o lucro e empregando o trabalho assalariado,e no funcionamento do sistema de preços."

Estudando um pouco a história das civilizações, podemos perceber facilmente que caminhamos não em direção ao progresso, mas sim da auto-destruição. Se o sistema capitalista (o qual vivemos agora) exige que as pessoas trabalhem a vida toda em troca de salários, cujos quem pagam são os verdadeiros capitalistas, então chegaremos a cerca de 10 mil habitantes no planeta?

Eu explico. Com a supervalorização do trabalho e banalização do prazer,se as pessoas continuarem trabalhando desse jeito diminuirão cada vez mais a qualidade de vida e viverão cada vez menos. Vivendo menos, a população mundial passará a diminuição constante e possivelmente até o ano 4 mil seremos apenas 10 mil. Que assim seja, afinal, se a proliferação da espécie continuar assim, e continuarmos sobre-vivendo a partir do sitema capitalista, em breve não haverá água, nem comida, nem espaço, nem ar para todos. Imagine uma população de 10 mil pessoas vivendo nestas condições.

Matariam-se uns aos outros para poderem se alimentar, seria o Novo Homem de Neanderthal.



Escrito por Paula Elvira às 23h22
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Iconologia Amiga de Platão

Como muitos já sabem, iniciei-me esta semana num curso de História da Arte. Foi a melhor coisa que poderia ter feito nesses meus apenas 22 anos de vida. As matérias são as seguintes... O Impressionismo e Suas Acepções, A Estética Modernista, História Geral da Arte e As Influências da Teologia na Arte Ocidental. Parece difícil, mas não é. Matérias essas que englobam matemática, geometria, sociologia, história (é claro) e principalmente filosofia.

 Hoje aprendi um pouco mais sobre Iconologia, que significa a idolatria a determinado ícone ou figura, por assim dizer. Fiquei maravilhada, pois parte-se do princípio de que os artistas dos anos 300 a 500 D.C eram verdadeiros formadores de opinião e era obrigação dos mesmos levar informação aos povos. As muitas figuras sacras que conhecemos são mais valiosas do que imaginamos. O contexto estético e histórico dessas obras não tem preço. Platonistas (com certeza), eles utilizavam o ouro e as pedras preciosas nas figuras dos mosaicos para iluminar e chegar o mais perto da luz possível, pois a luz indicava Deus. Partiam do mesmo princípio teórico de Platão, o de que só é possível ter sensações através da alma a partir da matéria. (Cássia, lembra-se do copo dágua na exposição do Art Revolution? Se aplica a tudo mesmo). Ao observar estas obras, o expectador tinha a sensação de estar mais perto de Deus, por causa do brilho e da luz. A perspectiva de movimento não podia ser enfatizada porque o movimento indica tempo, e a alma, quando desprende-se do corpo, deixa de pertencer ao tempo, vagando pelo belo, puro, iluminado e desconhecido mundo das almas e de Deus. Estonteante. Aprendi mais algumas coisas, sobre o verdadeiro significado da Cruz (os góticos que o digam) e da utilização de escudos contendo as iniciais de Cristo, falarei depois, para quem se interessar. Fiquei tão fascinada que decidi relatar aqui, todos temos o direito de aprender. Este tipo de coisa deveríamos aprender na escola e de graça. Mas "amassa a massa"...

Ainda bem que eu tenho "O Mundo de Sofia", serviu bem hoje para consulta', quando cheguei em casa. Não pensei que pudesse entender tão bem filosofia. Quando li este livro, (confesso que nem terminei), achei complicado e lia de 5 a 10 vezes cada página, tentando aplicar os conceitos da filosofia na vida cotidiana. Era por isso que eu não conseguia entender. Um muito obrigada a luz. A luz e ao brilho de Deus. E ao dinheiro que eu gastei para fazer a matrícula, partindo do princípio de Platão, de que através da matéria (no meu caso o dinheiro) se conhece a alma, o amor e que é verdadeiramente belo para cada um e por aí vai... (se bem que eu também estou tendo sérias dúvidas em relação ao belo e bizarro, mas isso já uma outra história...)



Escrito por Paula Elvira às 00h30
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Joan Miro - Illustration II

Percepção

O que você ouve, vê e fala é a demonstração da personagem.

Virtudes e Vertigens. Água morna, folhas virgens. Rosas petulantes e Girassóis procurantes.

De-lírios.

Se somos o que sentimos, acho que não conheço ninguém.


 

 



Escrito por Paula Elvira às 12h43
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